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A eficácia da terapia de ervas em DII

A medicina complementar e alternativa, particularmente a terapia com ervas, é amplamente usada por pacientes com doenças inflamatórias intestinais, mas os dados bem controlados são limitados.

O objetivo deste estudo foi para sistematicamente revisar a literatura na eficácia da teria com ervas no tratamento da colite ulcerativa (RCU) e na doença de Crohn (DC).
Publicações literárias em inglês e outras línguas (MEDLINE, EMBASE, EBM Reviews, AMED, Global Health) foram procurados desde 1947 a 2013 para estudos clínicos controlados na terapia de ervas em doenças inflamatórias intestinais. Resultados incluíram respostas e taxas de remissão.
Vinte e um testes controlados julgados ao acaso (14 com colite ulcerativa; 7 com doença de Crohn) dentro de um total de 1484 pacientes (idade média 41 anos, 50% mulheres) foram analisados. Na colite ulcerativa, aloe vera gel, Triticum aestivum (suco de grama de trigo), extrato de Andrographis paniculata (HMPL-004) e o tópico Xilei-san foram superiores ao placebo na indução de remissão ou resposta, e curcuma estava superior ao placebo na manutenção da remissão; Boswellia serrata (resina de goma) e sementes Plantago ovata (sementes) foram tão eficazes quanto a mesalazina, enquanto que Oenothera biennis (óleo de prímula) teve taxas de recidivas similares aos dos ácidos graxos omega-3 no tratamento da colite ulcerativa. Na doença de Crohn, Artemisia absinthium (absinto) e Triterygium wilfordii foram superiores que o placebo na indução da remissão, e prevenindo recidiva clínica de pós-operatório da doença de Crohn respectivamente.
Conclusões Ensaios clínicos da terapia de ervas escolhidos ao acaso para o tratamento da doença inflamatória intestinal mostra resultados encorajadores mas estudos continuam limitados. Maiores estudos controlados com rígidos pontos finais e grupos de pacientes melhor definidos são requerimentos fundamentais para obter-se resultados mais conclusivos no uso de medicina complementar ou alternativa terapêuticas em doenças inflamatórias intestinais.

Fonte: Alimentary Pharmacology &Therapeutics. 2013;38(8):854-863.